
Escrito por Cristiane Lisboa às 14h52
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Está frio. Delírios são gotinhas mornas em dias assim. Acho bonito a Marília Pêra falando de lágrimas. Gracias. Tu tem um cheiro de flor. Dancemos, pois. Prefiro purê. O cachorro comeu uma samambaia. Desliga o telefone. Gosto de descer escadas descalça. Nesta cama meu pai foi parido. Não fala enquanto te como. Se o presidente americano ainda bebesse, a guerra já teria acabado. Bom dia. Casemos? Pudim de leite é manjar. Não sei quem inventou as Orquídeas. Fui benzida com alecrim. Sylvia mandou um beijo. Cansei deste assunto. Bater não dói. Dói mesmo é apanhar. Como se escreve boceta em espanhol? Concha. As cortinas escondem fantasmas tímidos. Minha mão direita está falhando. Que medo. Dá vontade de lamber teu olho. Inferno são os mal vestidos. Nada, nada, nada, nada, nada, no teu coração. Gosto de canetas verdes. Tu não sabe nada. É mentira. Eu sei. Vai acontecer de novo. Problema meu. Temos um beija-flôr de estimação. Unhas rosa. Ni-ni. Cai, cai, balão aqui na minha mão. Manga rosa está em extinção. A música? A fruta. Pão feito em casa. Carneiros e cabras pastando solenes. Estrela cadente. Pediste? Pedi. Então tá. Boa noite.
Escrito por Cristiane Lisboa às 11h43
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Se quiser ser feliz, dê instruções para iludir seu relógio, deixe as cortinas cerradas e ache graça no reflexo roxo que ela faz na parede branca. Renda-se ao arrepio, ao sorvete de flocos como café da manhã e chore. De rir. Só para variar os tempos. Fale de pinguins, alimentos azuis, castanhas na brasa e pintas novas espalhadas pelo corpo. Encha a banheira até transbordar e lá dentro despeje meio litro de água de flor de laranjeira. Dizem que é para aromatizar mingaus, mas quer coisa mais doce, aveludada e branquinha que a tua pele? Quebre três copos para abrir os trabalhos, coloque Katia b – Só deixo meu coração na mão de quem pode – para tocar e dance usando apenas roupão japonês de seda falsa, porém quase tão boa quanto a original. Não faça planos e nem aceite pedidos, mas aproveite a boca, a língua, o gosto. Tire a cabeça de dentro de água, diga yes, baby só por esporte, permita que o vento remexa no emaranhado destes teus cabelos e que ele se esconda debaixo da tua saia para fugir do mundo. Esqueça que foram negros tempos, que descobriste um potencial de dor antes desconhecido, que só há moedas na tua bolsa e que há quem escolha a falsa paz no lugar da espada. Quem quer ser feliz, é. Simples assim. O que fica entre uma coisa é outra é um rio de água barrenta, fria, com sangue-suga rodeando as pedras cheias de arestas afiadas. Mas te garanto – já fui e voltei tantas vezes – que nem dói tanto assim passar por ele. Do outro lado da borda vai estar com arranhões que cicatrizam com dois beijos e um frio que passa já nos primeiros raios de sol. O mais difícil é decidir. Mas hoje é o primeiro dia de primavera. E que sejam iniciadas as comemorações. Os cavalos marinhos estão a postos.
Escrito por Cristiane Lisboa às 13h36
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