A propósito do e-mail reclamando que este blog já foi mais literário, inteligente, sagaz, digo: foda-se. É, querido leitor reclamão, foda-se a tua opinião sobre este blog. Isto aqui é uma brincadeira, um escape quando as palavras berram nos meus ouvidos, um lugar para auto-piadas e leves flertes com o tolo. A literatura está lá nos livro. Aliás, já foste na Cultura comprar o Papel Manteiga? Não? Então, vai lá. Ou encara um tanque cheio de calça jeans suja e não me enche, darling.
Escrito por Cristiane Lisboa às 13h49
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É quase assustador tentar decifrar as entrelinhas do que as pessoas fazem para quem sabe, talvez entender o porque do pulo, do grito do quero e ninguém mais tem nada a ver com isso. Não desisti porque gosto de me despedaçar aos poucos, atrás da admirável capacidade do ser humano de causar auto-sofrimento. Pra que? Isso lá é pergunta que se faça?
Escrito por Cristiane Lisboa às 20h18
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Homem do não sorriso,
Engana-te, tolo. Encantar-se é pular num abismo. Só. Embora algumas vezes o abismo seja longo ou eterno, não é um atalho para amor. Mas creia no que quiseres. Ainda hoje achas que me conhece. Ao contrário da realidade em que flutuas, o Tejo brilha de onde escrevo. Saiba que isso pouco muda. O ambiente que nos envolve é ínfimo perto do que possível construir dentro de si. Os trovões emudecem a televisão que mantenho ligada por gosto. Enquanto traduzo aquele tal espanhol do livro de capa verde azeitona preciso do ruído de palavras em língua pátria. Há quinze coisas que eu diria se estivesses tão perto quanto o chá e as bolachas com gergelim. Todas elas esvaneiam-se no desenhar das letras. Talvez com preguiça de percorrer a distância segura que escolhemos para nos unir. Talvez porque sejam mentiras. Se tu souberes, por favor não diga. Estou confortável na ignorância de sentir. Volto agora ao “caminõ de las palabras” . Não sem saudade.
Escrito por Cristiane Lisboa às 20h17
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- Felicidade se acha, em horinhas de descuido. (Guimarães, ele mesmo)
- Escritora? - Sim. - Que estranho, tu não parece ser tão chata.
- Você tem exatamente três mil horas para parar de me beijar. (quem disse isso?)
- Presente bom é presente vivo.
- Cada um tem o céu que merece.
- Pra que palavras, se eu não sei usá-las?
Escrito por Cristiane Lisboa às 20h12
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Este mês a Rolling Stone tem uma matéria minha sobre a microsérie A Pedra do Reino. Amo fazer estas pautas de tv porque acabo conversando com gente que gira a manivela deste mundo pra frente. Desta vez, Suassuna, o próprio. Um cavalheiro, generoso, educado e tudo mais. E respondeu a tudo que perguntei via e-mail em um bilhete de próprio punho, assinado. E ou não é coisa de colocar em quadro na sala? Lembrei disso porque ele vai estar no Jô, como único convidado. Assista. Por ti.

Escrito por Cristiane Lisboa às 11h06
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Esta será a madrugada mais fria do ano. Vou colocar todos os cobertores na sala, acender as velas, os incensos e brincar com fogo. O chocolate quente está quase pronto. O conhaque, tu traz.
Escrito por Cristiane Lisboa às 18h29
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* As ruivas dançam em cima da mesa da sala. De salto, meias de renda e acompanhadas, claro.
* Como doeu entender que o amor é a vontade (e não a capacidade, já que esta, qualquer tolo tem) de se apaixonar de novo e de novo pelo mesmo alguém.
* Os gatos e eu dormimos de dia, vivemos de noite.
* Qual é a primeira coisa que tu vê quando acorda?
* A dor sai do corpo como um aluno sai da escola na sexta-feira: de repente, com alegria e alívio.
* O sol de inverno existe para que depois de fazer samba e amor até mais tarde, o muito sono de manhã seja doce.
* No meu altar, vela de sete dias, rosas. Tudo amarelo. Só digo "agradecida"
Escrito por Cristiane Lisboa às 15h16
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