De anotações no caderno anão
* Saudade é não saber.
* Milton canta “Se quieres ser feliz como me dices / no analices, ah, no analices.
* Consegui meu primeiro trabalho de tradução.
* O mais assustador de descobrir que viveste uma mentira, é que o espelho passa a dizer em voz alta: quantas vezes eu te avisei?
* O único escritor que falou publicamente sobre o absurdo acordo/censura da biografia do ex-Rei (sim, pra mim ele perdeu a majestade) foi o Paulo Coelho. Que aliás, é da própria Planeta. Cadê tu, João Ubaldo? Onde está a Academia Brasileira de Letras? Veríssimo? Contemporâneos? Geração caralho a quatro? Alô?
* Joguei todas as calcinhas dentro do tanque junto com meia garrafa de vodka e um fósforo aceso. Demorou para queimar. E aquela frase, sequer chamuscou.
* De longe, os sinais eram claros. Agora vejo todos, um por um. E sei o que deveria ter sido diferente. Não foi. Acabou. Os ventos do norte não movem moinhos.
* Tu já fez strip-tease?
* Caio Fernando Abreu dizia ser o primo intelectualizado da Christiane F. (há-há)
* Família é uma coisa que todo mundo odeia.Até perceber que é a única coisa que não desmorona. Nem quando está no chão?
* Quanto vale a tua sanidade no fim do mês?
* Morre assassinado todo aquele que sobrevive ao fim do mundo.
* Pelo menos, agora eu sei que nunca quis.
*São Paulo não tem plátanos. Mas, no fim do dia, os prédios da Paulista refletem o sol. E todo mundo é dourado.
*Ainda não descartei a hipótese de auto-lobotomia.
* Agora, tenho Oxum na alma e Iansã no coração.
* Telegrama de papai: desguia, minha filha. Ou tu acha que é só uma mulher?
Escrito por Cristiane Lisboa às 16h10
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