Estado de espírito
Eu caio de bossa Eu sou quem eu sou Eu saio da fossa Xingando em nagô
Você que ouve e não fala Você que olha e não vê Eu vou lhe dar uma pala Você vai ter que aprender A tonga da mironga do kabuletê A tonga da mironga do kabuletê A tonga da mironga do kabuletê
Eu caio de bossa Eu sou quem eu sou Eu saio da fossa Xingando em nagô
Você que lê e não sabe Você que reza e não crê Você que entra e não cabe Você vai ter que viver Na tonga da mironga do kabuletê Na tonga da mironga do kabuletê Na tonga da mironga do kabuletê
Você que fuma e não traga E que não paga pra ver Vou lhe rogar uma praga Eu vou é mandar você Pra tonga da mironga do kabuletê Pra tonga da mironga do kabuletê Pra tonga da mironga do kabuletê
Tonga da mironga do kabuletê - Vinicius , o de Moraes e Toquinho
Escrito por Cristiane Lisboa às 18h13
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Vô João e eu tomávamos chimarrão antes do dia clarear. Era meu oitavo ano naquele ritual, iniciado no berço. Contei que a mãe de uma guriazinha a havia proibido de ser minha amiga. Ele não parou de cevar a erva: - Es do tipo de gente que paga caro por ser quem é.
Pra variar, ele tinha razão.
Escrito por Cristiane Lisboa às 21h45
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É meu corpo que reclama. Há bolotas vermelhas que coçam, lembranças de pernilongos vampiros, calos pequenos nas mãos que trabalham, impedindo que a cabeça caia e bolhas nos pés de tanto dançar o mesmo disco do Gonzaguinha, aquele que canta "espere por mim, morena". Peço um pouco mais de calma a tronco, membros e alma. O coração está quebrando um grosso casulo. A névoa já saiu dos meus olhos que agora ardem quando o sol amanhece e ainda estou sob o céu. Depois de um longo e dolorido tempo sou de novo no reflexo. Bem-vinda.
Escrito por Cristiane Lisboa às 12h25
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Moças tem medo do que podem ouvir de novo. E precisam de um tanto a mais. As ruas de terra devem ser estreitas, com pedras e manacás floridos. Ao final, escada. Porque escada, no fundo, foi feita pra gente chorar.
Escrito por Cristiane Lisboa às 09h40
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A tecnologia é realmente espantosa, no meio do nada, uma lan house, quando nada mais era possível, uma carta scaneada na caixa de e-mail, no momento em que voltei a ruir, papai escreve e consigo ler: seja macho, minha filha.
Escrito por Cristiane Lisboa às 18h28
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