Entao, é deste jeito. Regras são regras, afinal. Voltou para a camiseta velha "as mulheres perdidas são as mais procuradas", sacudo as teias de aranha e retomo ao velho bordão: dáme dos.
Escrito por Cristiane Lisboa às 11h54
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A questão é quando as coisas se invertem. Alguém me avisou lá no começo, ele pode estar enganado, não mergulha, em casos assim as pessoas se afogam. Não acreditei, claro, ainda era, ainda sou, uma destas moças que pula na água para ver se está fria ou quente ou boa. E mergulhei. Fundo. No caminho, mostrei peixes coloridos, arraias furta-cor, pequenas plantinhas roxas, cardumes azuis de um lado, vermelhos de outro, casas de polvos, mães d´agua transparentes, pedras doces, sereias com asas. Ele não respondia nunca, mas pensei "feitio." Lá embaixo, abri os olhos. Eu estava só. Sempre estive. Agarrei um galho pensando que fosse a mão esquerda, do coração e desci. Que tola fui ao deixar lá atrás a sensibilidade por segundos de amor. E nem foi tão bom assim mergulhar, sabe. Embora tivesse um riso que agora sei, estava na borda. Não havia ninguém para mostrar as miudezas pra mim, era preciso estar atenta, saber tudo, mostrar cada minúcia. Achei que era deste jeito, pronto. Quem me diria o contrário? Agora que me sei só, que percebo que eram dois olhos os que iluminavam o caminho da descida, tenho medo. Tremo de medo. Me recuso a voltar. Não terei mais coragem para um mergulho. Duvido que as mãos tenham coragem e coloquem os galhos atrás e digam "de novo, por favor." A verdade é, neste exato momento ainda estou embaixo d´agua. E não tem ninguém me esperando na borda.
Escrito por Cristiane Lisboa às 13h59
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La barca
Dicen que la distancia es el olvido Pero yo no concibo esta razón Porque yo seguiré siendo el cautivo De los caprichos de tu corazón Supiste esclarecer mis pensamientos Me diste la verdad que yo soñé Ahuyentaste de mí los sufrimientos En la primera noche que te amé Hoy mi playa se viste de amargurã Porque tu barca tiene que partir A cruzar otros mares de locura Cuida que no naufrague tu vivir Cuando la luz del sol se esté apagando Y te sientas cansada de vagar Piensa que yo por ti estaré esperando Hasta que tú decidas regresar
Escrito por Cristiane Lisboa às 13h38
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