Deveríamos estar vivendo de paixão e e alguma grana, mas não, é apenas quase. Quase é meio caminho andado, morno, talvez, que sabe. Quase é meu pior estado de espírito é o que me faz gritar na banheira balançando a cabeça para os lados e fazendo a espuma cair no olho, no nariz, na boca. O amargo e a dor fazem calar, ao menos a fala.
Sylvia senta nos meus ombros e gargalha. Sou seu cavalo e ela me fecha os olhos, para onde ir nesta vertigem alucinada que é contar o que ela viveu?
Ouço o coração bater, mordo a parte interna da bochecha, tropeço nos móveis, falo mal do Big Brother e assisto, apavoradíssima.
Leior chato manda - muitos - e-mails dizendo que não entende nada do que eu escrevo aqui, que uso muitas palavras. Que culpa tenho eu, beibe? Se soubesse desenhar, desenhava.
O moço e eu temos uma novela para escrever. Comprei um caderno só para isso e até agora anotei: - Um real de troco. - Em nota ou moeda?
Ando translúcida. E o tempo todo tenho certeza que deveria estar fazendo outra coisa.
Escrito por Cristiane Lisboa às 12h45
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Todo Errado
Eu não peço desculpa e nem peço perdão Não, não é minha culpa Essa minha obsessão Já não agüento mais Ver o meu coração Como um vermelho balão Rolando e sangrando Chutado pelo chão
Psicótico, neurótico, todo errado Só porque eu quero alguém Que fique vinte e quatro horas do meu lado No meu coração eternamente colado No meu coração eternamente colado
Jorge Mautner
Escrito por Cristiane Lisboa às 18h16
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