Olhando em volta
Somando tudo, tudo, tenho sei lá, cinquenta mil caraceteres para escrever entre hoje, sábado e domingo. Ainda temos bebidas na geladeira, mini-figos e morangos mofados. Ando sem paciência para ler, com vontade de erva-doce e suco de abacaxi com hortelã e gelo triturado. Não aceito convites para jantar, odeio todas as minhas roupas, adoro filmes com pedidos de casamento e mocinhas com ótimos cortes de cabelo. Já reparou que todas as mocinhas tem ótimos cortes de cabelo? Aliás, encontrei meu cabelereiro na Paulista e ele disse "Bi, vai lá cortar essa coisa. Tá parecendo uma bicha suburbana." A sorte dele é que é lindo. E eu não portava um canivete. Tem sol, os gatos dormem, brigam, comem, bebem, não tenho mais certeza de nada, só que sou uma pessoa que precisa. É eu preciso. Não irei para o Rio, ao menos não agora. E esqueci de avisar a minha anfitriã. Ela descobriu porque perguntou. As vezes tu não acha que a vida é realmente tola? Amanhã faz (fazem?) cinco anos, gente, cinco anos, quem acredita? Eu não. Mas estamos aqui, não firmes, mas fortes. Porque balanço é o mais forte alicerce que tem neste mundo, laralaôô.
Escrito por Cristiane Lisboa às 14h09
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Em envelopes pardos com bolinhas douradas enviei o Papel Manteiga para amores que moram longe. Todos acompanhados de cartas escritas à mão, com carinho, desenho, beijo. A melhor resposta veio da minha madrinha, aquela que me ensinou a ler aos 3 anos.
- Bonitinho este teu livro, Titi. Pena que a tua letra tá um garrancho, né? Já vi que aposentaste os cadernos de caligrafia.
E é isso que quer dizer amor.
Escrito por Cristiane Lisboa às 08h25
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