Tim-tim
Tenho poucas e tortas tradições familiares. De duas gosto mais: atirar garrafas contra uma parede xingando quem merece ser xingado e acender uma fogueira com humildes pedidos de ano-bom. Sim, ambas são feitas em dezembro, quer eu esteja no lar de sacada verde ou em uma praia no meio do nada com uma família junkie. Enquanto escrevo os papéis predestinados a serem labaredas laranjas penso que foi bonito este 2006. Tirei umas amarras do corpo, da vida, da frente. Cai, mas levantei. Mandei a merda, publiquei um livro, comecei outros dois, tive amor e ódio em intensidades iguais. E entendi de uma vez por todas, que um amigo pode não ser aquele que te abraça sempre, mas o que te leva no show do Cauby e grava um cd com os hits da Marina Lima. Feliz ano-novo há quem interessar possa. E um brinde ao sucesso dos outros que o nosso, tá garantido.
Escrito por Cristiane Lisboa às 19h01
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