E falta aquelas tardes em que eu usava vestidos de tecido mole, com a saia levemente rodada e a cintura a mostra. Moça no footing em uma tarde qualquer de Ipanema nos anos 50, ele dizia e eu achava graça, mas não muita. E quem sabe também banho de banheira com todas as luzes da casa apagadas, só uma vela bem pequena e camisola nova em cima da cama. É pra usar, mas não muito. E dança, certamente falta dança. Sinatra, por favor. Rodopios? Alguns. Não muitos. Vinho não falta. Gin-tônica sim. E tardes com sol e sem celular, onde alguns sonhos minúsculos se tornam realidade e o coração bate manso. Mas não muito. Lembranças desprogramadas, faltam todas as lembranças desprogramas, o martelo de quebrar relógios e aquele sorriso que não consigo mais dar. Porque as coisas são diferentes agora, tudo muda, é preciso se acostumar com a falta. Mas não muito.
Escrito por Cristiane Lisboa às 18h18
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Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Escrito por Cristiane Lisboa às 17h00
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