O que aconteceu com o cão?
Com o cão exatamente, não havia acontecido nada. Ele era o mesmo do domingo em que chegou dentro de uma caixa de papelão com furos mal feitos. Talvez o pêlo um pouco mais lustroso, as patas certamente maiores, o latido menos agudo, o nome, agora era Alonso. Mas o essencial estava lá: quatro patas, um focinho, dois olhos e uma mancha preta de cada lado da barriga. Uns dizem que aconteceu foi com o dia. Amanheceu em chuvoso. Embora a tarde tenha sido bastante azul. A cidade, pequena como são todas as cidades onde acontecem histórias assim, passou as horas sem escutar nenhum latido. Os cachorros todos normais, andando, comendo, bebendo água em pequenas porções puxadas com a língua, dormindo de barriga apontada para o sol. E os quintais em silêncio sacro. Quando começou a chover sapos o motorista do ônibus estranhou um pouco. Ainda não era época. Sobrevoando a praça viu bem direitinho Alonso empurrando com as patas o estátua do general fundador da cidade. Chamou a polícia que chegou a tempo de encontrá-lo sentado na cabeça espatifiada do general. Está lá nos autos policiais: Alonso chorava repetindo em voz alta que com ele não tinha acontecido nada.
Escrito por Cristiane Lisboa às 14h57
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desde sexta-feira meu laptop, unico bem material que possuo - fora vestidos de jovens estilistas (hahahaha) - teve um troço. só hoje vim por aqui e ai, ai, li tudim, viram? e gostei. visitantes! :) juro que respondo amanhã, com calma, em algum lugar em que a internet não seja cobrada por minuto. e só então conto porque dançar a música tema do Rei Leão é meu ópio do momento. hasta, babys
Escrito por Cristiane Lisboa às 00h05
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